sábado, 28 de fevereiro de 2009

Refrão de Amor.

Nesse último mês você deve ter saido todas as sextas e sábados. Deve ter ido pra bares, baladas, encontrado duzentas e sete meninas lindas, talvez tenha ligado pra sua ex e talvez tenha ido visitar ela lá do outro lado da cidade. Talvez você tenha arranjado mais outras cinquenta e nove "amigas" pra se ocupar quando bater um pensamento bom sobre mim. Eu não pude ser tão ruim assim... Você com tanta cultura da qual você tanto se gabava, com todo seu estilo, suas piadas não reparou que o meu único problema foi me apaixonar por você. Eu sou grande sim, gosto de Chico Buarque sim, já li todos aqueles livros a qual você fazia citação, conheço todas aquelas bandinhas inglesas, sou engraçada e tenho gírias legais também. Mas a minha paixão, a minha pressa em te amar não deixava que você soubesse de nada disso. Meu coração saia pela boca, sei lá porque diabos, toda vez que você estava perto. Talvez você passe na frente daquele fast food e ainda lembre das nossas intimidades e talvez ainda procure a minha boca enquanto está com todas essas meninas super poderosas dentro de seus decotes imensos e com seus cabelos lisos. Esse último mês - feveireiro, logo feveireiro, mês de carnaval.. - foi seu. Seu e das suas peguetis, ficantes, 'amigas', bebidas. Seu e dos seus roles, amigos divertidérrimos, carro maneiríssimo. É, agora você dirige... Quantos planos a gente não fez pra finalmente o dia que nossas casas ficariam perto e não precisaríamos pegar dois ou três ônibus pra nos vermos!? Mas hoje já faz um mês que tudo isso ficou pra trás. Um mês que eu não escuto o seu 'aaaalo' falando muito bem todas as sílabas. Um mês que você sumiu e saiu da minha vida com a mesma velocidade que entrou. Foi só pra eu sentir de como era o gostinho de amar e ser amada de volta, só pra eu saber como era ficar louca de ciúmes, como era tudo tão bom. Só isso, era bom. Abri no meu computador uma pasta pra guardar todas as músicas que você ouvia. Pra eu poder ouvir imaginando todas as milhões de coisas que deviam passar pela sua cabeça a cada nota, a cada solo de guitarra. Não guardo raiva embora hoje eu tenha chorado. Eu pensei que essa fase já tivesse passado. Mas todas as minhas mil invenções pra me afastar de você, os meus mil planos pra sexta a noite, o copo vazio só me mostram que tá tudo uma grande bagunça. Eu saio de casa pra não pensar, vou me divertir mas o mais longe que eu passo da sua lembrança é vinte minutos, meia hora até algum engraçadinho resolver me perguntar como é que você anda. Eu sei lá como diabos você anda. Não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe! Pros mais íntimos que me conhecem tão bem eu digo que você morreu. Mas eles sabem que isso é só uma forma de eu me machucar menos porque eu sou a intensa que quando se apaixona é pra valer a coisa. Grande lixo poder sair sem dar satisfação a ninguém. Abro mão dessa liberdade. Liberdade de que?! De me machucar?! De procurar em bocas erradas um jeito de matar a saudades que você deixou aqui dentro?! To cagando pra'quele rolê da hora que vai toda a galera. Que mané galera, cara. Eu quero você aqui, caramba. Mas eu vou pro bendito do rolê mesmo assim. Vai que mesmo que você não goste de música eletrônica resolva dar uma aparecidinha só pra ver seus antigos amigos de escola. Eu sou mesmo tonta. O que você fez comigo por tanto tempo!? Você sabia que eu gostava de você, você até brincava com isso .. 'Ah, você é louca por mim.' Era mesmo, poxa. Alias, sou mesmo não querendo ser, sei lá. E qual a vergonha nisso? Doido é você que não sabe o que quer da vida. Sabe que quer fazer publicidade e só, grande merda se achar tão criativo assim. E você também não pode comer todas as gatinhas do rolê porque nem é tão gatinho assim. Quer dizer, talvez até fosse... Mas, se liga, você é meu gatinho. Tá achando que é quem pra entrar na minha vida, na minha casa, conhecer meu mundo e depois simplesmente sumir dela?! Liga só mais uma vez pra combinar alguma coisa ainda que antes eu tenha que te xingar e fazer muito doce afinal só se eu fosse mesmo muito tonta pra me derreter e fazer papel de desesperada quando você simplesmente parou de se importar. Palhaçada, viu... Diz que releu aquela primeira mensagem bonitinha que eu te mandei.. Das outras nem faço questão mas diz que leu aquela primeira e lembrou como era bom. Sigo em frente, a vida continua. Sempre esse papinho clichê de menina bem resolvida e essa carência insolúvel debaixo da pele, correndo nas veias, pulsando. E sabe o que mais eu percebi?! Que tudo continua no mesmo lugar... Achei engraçado o jeito como os lugares e as coisas assistem a tudo passar depressa e simplesmente se calarem. O meu celular, por exemplo, nem notou que você nunca mais mexeu nele. Mas as pessoas não, elas assistem a tudo. Tomara que alguém pergunte de mim pra você. E que alguém me enxergue diferente de uma maneira menos dramática, sem essas de 'pobre menininha abandonada'. De pobre não tenho nada, sequer de menininha, muito menos de abandonada. Estou aqui por pura escolha. Talvez mais do meu coração do que minha mas ele está dentro de mim, portanto ainda que seja errado, a escolha minha. Assumi as consequências, me feri. Eu fui é corajosa. Primeiro encontro e essa loucura já tinha tomado posse do meu corpo todo. Mas eu continuei, eu arrisquei. Sinceramente você me fez crescer muito. Sinceramente, não.. Sem muito 'Sinceramente'. Desse último ponto final pra frente só idéias maduras sobre o fim desse relacionamente. Nada de ouvir e chorar entre 'eu acertei o pulo quando te encontrei' e 'então o nosso mundo girou'. Girou mesmo, foi lindo mesmo mas a vida mudou, rumos diferentes, segue tua vida, faz o teu cursinho, arranja uma namorada. Não, namorada não, ignora essa frase. Meu lado racional me pede pra te deixar ser feliz mas eu ainda sou de longe mais emoção. Se fosse namorar eu nunca vou entender porque é que a gente não deu certo. Será que foi porque eu nem era tão bonita assim pra poder andar de mãos dadas com você e infelizmente você percebeu isso tarde demais depois de já ter andado comigo por ai demais, encontrando pessoas conhecidas demais!? Preferi não pensar. As coisas são como são, preto no branco. E o que era só um bilhete está se transformando nessa enorme carta (?) chata e enfadonha. Sorte a minha saber que você nunca vai ler nada disso. Vai ler no máximo a mensagem que eu vou te mandar assim que eu tiver créditos falando que 'se for pra falar de algo bom, eu sempre vou lembrar de você'. Outra sorte eu nunca ter créditos. Ok, ok, você ganhou dessa (mais uma) vez. A saudade falou mesmo muito mais alto que o orgulho.

3 comentários:

Priscilla Aguiar disse...

'se for pra falar de algo bom, eu sempre vou lembrar de você'. que pena que não tem crédito. Como diz uma amiga.. orgulho (ela chama de signidade) não traz felicidade. Eu as vezes concordo, as vezes discordo... =) Conta aí. Mandou a mensagem ou não?! =*

mayana disse...

MARAVILHOSOOOOOOOOOOO

Thiago disse...

Eu vi esse texto deeeesse tamanho... A preguiça me disse, 'aneeeeem... Vou ler isso não'. Mas eu pensei, pra escrever algo desse tamanho deve ser bom'. E quando fui me ver já estava no fim. hsauhasuhas Muito bom. Parabéns